30/07/2011

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Acrílico S/tela - Autor: Walter
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A Forma Justa
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Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome de terrestre
A terra onde estamos - se ninguém atraiçoasse - proporia
Cada dia a cada um a liberdade do reino
- Na concha no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo
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Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo
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Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"
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Fts: Walter
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21/06/2011

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era uma vez um navio
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com saudades de aportar
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submarino encoberto cansado de guerrear
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veleiro sem vela nem mastro à espera da preia-mar
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jangada de pedra vestida de ouriço e lapa
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plataforma intergaláctica
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poiso de rei das gaivotas
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leito de sereia vaidosa
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chamariz de homens incautos
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de poetas
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de estrelas
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do mar
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a que vem?
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a coisa nenhuma
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estamos
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porque queremos estar!
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hoje, o poeta saltou da janela de comentários...
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Fts: Walter
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08/06/2011

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A Tempestade do Destino
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Por vezes o destino é como uma pequena tempestade de areia
que não pára de mudar de direcção. Tu mudas de rumo, mas a
tempestade de areia vai atrás de ti. Voltas a mudar de direcção,
mas a tempestade persegue-te, seguindo no teu encalço. Isto acontece
uma vez e outra e outra, como uma espécie de dança maldita com a
morte ao amanhecer. Porquê?
Porque esta tempestade não é uma coisa que tenha surgido do nada,
sem nada que ver contigo. Esta tempestade és tu. Algo
que está dentro de ti. Por isso, só te resta deixares-te levar,
mergulhar na tempestade, fechando os olhos e tapando os ouvidos
para não deixar entrar a areia e, passo a passo,
atravessá-la de uma ponta a outra. Aqui não há lugar para o sol
nem para a lua; a orientação e a noção de tempo são coisas
que não fazem sentido. Existe apenas a areia branca e fina, como
ossos pulverizados, a rodopiar em direcção ao céu. É uma tempestade
de areia assim que deves imaginar.
(...)E não há maneira de escapar à violência da tempestade, a
essa tempestade metafísica, simbólica. Não te iludas: por mais metafísica
e simbólica que seja, rasgar-te-á a carne como mil navalhas de barba.
O sangue de muita gente correrá, e o teu juntamente com ele. Um sangue
vermelho, quente. Ficarás com as mãos cheias de sangue,
do teu sangue e do sangue dos outros.
E quando a tempestade tiver passado, mal te lembrarás de ter conseguido
atravessá-la, de ter conseguido sobreviver. Nem sequer terás a certeza
de a tormenta ter realmente chegado ao fim.
Mas uma coisa é certa. Quando saíres da tempestade já
não serás a mesma pessoa.
Só assim as tempestades fazem sentido.
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Haruki Murakami, in " Kafka à Beira-Mar"
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Fts: Walter
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29/05/2011

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" Se a nossa vida é provisória, que seja linda e louca a nossa história, pois o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
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Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
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Fernando Pessoa
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" E a minha alma alegra-se com o seu sorriso, um sorriso amplo e humano,
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como um aplauso de uma multidão"
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Fernando Pessoa
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Fts: Walter
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À incomparável Reganilda - um sorriso do tamanho do mundo
e que hoje me encantou
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Obrigado, Rega!
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23/05/2011

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Bebido o Luar
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Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.
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Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos e as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.
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Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.
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Sophia de Mello Breyner Andresen
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Fts : Walter
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15/05/2011

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EU FALO DAS CASAS E DOS HOMENS
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Eu falo das casas e dos homens,
dos vivos e dos mortos:
do que passa e não volta nunca mais...
Não me venham dizer que estava materialmente
previsto,
ah, não me venham com teorias!
Eu vejo a desolação e a fome,
as angústias sem nome,
os pavores marcados para sempre nas faces trágicas
das vítimas.
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Eu sei que vejo, sei que imagino apenas uma ínfima,
uma insignificante parcela da tragédia.
Eu, se visse, não acreditava.
Se visse, dava em louco ou em profeta,
dava em chefe de bandidos, em salteador de estrada,
- mas não acreditava!
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Olho os homens, as casas e os bichos.
Olho num pasmo sem limites,
e fico sem palavras,
na dor de serem homens que fizeram tudo isto:
esta pasta ensanguentada a que reduziram a terra inteira,
esta lama de sangue e alma,
de coisa a ser,
e pergunto numa angústia se ainda haverá alguma esperança,
se o ódio sequer servirá para alguma coisa...
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Deixai-me chorar - e chorai!
As lágrimas lavarão ao menos a vergonha de estarmos vivos,
de termos sancionado com o nosso silêncio o crime feito
instituição
e enquanto choramos talvez julguemos nosso o drama,
por momentos será nosso um pouco do sofrimento alheio,
por um segundo seremos os mortos e os torturados,
os aleijados para toda a vida, os loucos e os encarcerados,
seremos a terra podre de tanto cadáver,
seremos o sangue das árvores,
o ventre doloroso das casas saqueadas,
- sim, por um momento seremos a dor de tudo isto...
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Eu não sei porque me caem as lágrimas,
porque tremo e que arrepio corre dentro de mim,
eu que não tenho parentes nem amigos na guerra,
eu que sou estrangeiro diante de tudo isto,
eu que estou na minha casa sossegada,
eu que não tenho guerra à porta,
- eu porque tremo e soluço?
Quem chora em mim, dizei - quem chora em nós?
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Tudo aqui vai como um rio farto de conhecer os seus meandros:
as ruas são ruas com gente e automóveis,
não há sereias a gritar pavores irreprimíveis,
e a miséria é a mesma miséria que já havia...
E se tudo é igual aos dias antigos,
apesar da Europa à nossa volta, exangue e mártir,
eu pergunto se não estaremos a sonhar que somos gente,
sem irmãos nem consciência, aqui enterrados vivos,
sem nada senão lágrimas que vêm tarde, e uma noite à volta,
uma noite em que nunca chega o alvor da madrugada...
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Adolfo Casais Monteiro
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(1908 - 1972)
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Fts: Walter
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17/04/2011

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Com a Altura da idade a Casa se Acrescenta
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Com a altura da idade a casa se acrescenta.
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Não é que aumente a quantidade ao espaço.
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Mas, sendo mais longínquos, o desapego pensa
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maior distância quando se fica a olhá-lo.
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Ou, se quiserem, uma realeza
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se instala à volta dessa altura de anos,
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de forma a que os objectos apareçam
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na luz de quase já nem os amarmos.
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Então a casa distende-se na intensa
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inteligência de estarmos
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a ver as coisas a amarem-se a si mesmas.
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Ou com a forma a difundir seu espaço.
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Fernando Echevarría, in "Figuras"
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Fts: Walter
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10/04/2011

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Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
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A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objecto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
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E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas
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enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...
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A alguns deles não procuro, basta-me saber que existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
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Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.
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Muitos deles estão lendo esta crónica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
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Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não têm noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo!
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Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos! A gente não faz amigos, reconhece-os.
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Vinicíus de Moraes
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este, é o único e singelo presente de aniversário
que tenho para te oferecer:
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a tua amada cidade de Lisboa e a minha terna e eterna amizade.
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Parabéns, meu amigo!
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Lisboa, 10 de Abril de 2o11
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fts: walter
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