25/10/2009
17/10/2009
A arca dos meus pequenos tesouros
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Acho que não me agrada a expressão: «baú das minhas memórias» - talvez, a associe (erradamente), a mofo, a naftalina, - pedaços de Tempo apodrecidos - histórias de vidas que já não respiram...
Eu prefiro chamar-lhe, «arca dos meus pequenos tesouros». Tenho uma, e agrada-me que não cheire a mofo e naftalina - talvez porque, o(s) pedaço(s) de Tempo(s) que ali guardo, cubram apenas o seu fundo, ou ainda, porque tristezas ali não hajam, somente alegrias...
Mas... sinceramente, não tenho pressa nenhuma... de a ver cheia.
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Na arca dos meus pequenos tesouros, não há ouros, nem pratarias, há cartas, muitas cartas... onde a palavra saudade é infinitamente repetida, que em barcos de papel, muito mar navegaram, até às minhas mãos aportarem...
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Gosto de pedir licença ao Tempo, que em minha arca habita, que me empreste, apenas por breves instantes, todos os beijos ainda molhados, todos os sonhos, todos os rostos iluminados, todas as terras que já vi, todos os abraços muito muito apertados...
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De Tempos-a-Tempos, sabe-me bem, acariciar as , (ainda), ténues rugas da pele do meu Tempo...
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Texto e fotografia: Walter
11/10/2009
A poesia... na pedra lavrada - Leiria - Portugal
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Detalhes...
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Mil vezes passamos... na mesma rua, praça, jardim... achando que tudo já conhecemos, nada mais havendo para descobrir...
Olhamos e retemos a globalidade das coisas. Teimamos em não perder tempo com os detalhes...
Mas eles estão lá... em toda a sua beleza etérea... reclamando um olhar mais atento, um pouco mais detalhado - fazendo parte de um todo - detalhes pensados, (célula a célula), talhados a golpes de cinzel, pelos pulsos vigorosos de artífices, que na pedra deixaram lavrados, (com alma), capítulos da História - marcas de um tempo - ou simplesmente poesia... para os nossos olhos.
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Texto e fotografia: Walter
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