06/09/2009
05/09/2009
BUDDHAEDEN - Jardim da felicidade - ( Bombarral - Portugal )
O jardim da Paz encontra-se situado nos terrenos luxuriosos da Quinta do Loridos, localizada no Bombarral, apenas a alguns quilómetros a sul de Óbidos. O jardim ocupa cerca de 35 hectares dos 100 hectares da propriedade. Com cerca de 6000 toneladas de mármore e granito, buddhas, lanternas, estátuas de terracota, e várias esculturas foram colocadas cuidadosamente entre a vegetação. Este espaço verde com o seu lago central é um local de paz e tranquilidade, onde os visitantes são convidados a descobrir os vários caminhos, ou apenas relaxar na relva circundante ao lago. A escadaria central é o ponto focal do jardim, onde os buddhas dourados, dão calmamente as boas vindas. São pintados à mão e cada um deles é único. No lago podem ser observados os peixes Koi, e os dragões esculpidos a erguerem-se da água.
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O Jardim da Paz é um espaço idealizado e concebido pelo Comendador José Berardo, em resposta à destruição dos Budas Gigantes de Bamyan, naquele que foi, um dos maiores actos de barbárie cultural, apagando da memória obras primas, do período tardio da Arte de Gandhara. Em 2001, profundamente chocado com a atitude do Governo Talibâ, que destruíu, intencionalmente, monumentos únicos do Património da Humanidade, o Comendador Berardo deu ínicio, a mais um, dos seus sonhos, a construção deste extenso jardim oriental. Prestando, de certo modo, homenagem aos colossais Budas esculpidos na rocha do vale de Bamyan, no centro do Afgnanistão, e que durante séculos foram referências culturais e espirituais.
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Pretende-se que o Jardim da Paz seja um lugar de reconciliação. Sem nenhuma tendência religiosa, as portas estão abertas a todos os visitantes, independentemente, da religião, etnia, nacionalidade... convidando à comunicação, meditação, como forma de redescobrir a felicidade, percorrendo o caminho contrário à destruição do ser humano e disseminando a cultura da paz.
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Fotografia: Walter
in
http://www.buddhaeden.com/
2009/09/05
23/08/2009
Castelo de Leiria - Portugal
Este é o castelo da minha cidade, e que hoje presto singela homenagem... lembrando-o através da sua rica história, talhada nas suas pedras, testemunhos vivos, que nos remetem aos primórdios da expansão do Reino.
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Ergue-se este belo e imponente castelo medieval, num morro a 113 m de altitude, dominando toda a cidade, que foi crescendo sobranceira a este, estendendo-se até às bucólicas margens do rio lis.
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Em 1135, D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, dá ínicio à edificação do seu castelo, sobre umas ruínas já existentes - fortaleza militar que tem como objectivo criar uma linha defensiva contra as investidas dos árabes. O rei, nas guerras que vái travando com a Galiza, fáz deslocar os exércitos do Condado Portucalense para o norte, oportunidade esta, aproveitada pelos árabes, para, por duas vezes, conseguirem apoderar-se da cidade.
Em 1142, depois de reconquistar defenitivamente Leiria, D. Afonso Henriques manda reforçar as defesas do castelo, e D. Sancho I, já por volta de 1195, manda erguer as muralhas da cidade, após vário ataques dos muçulmanos.
Outros monarcas dedicaram atenção a Leiria, destacando-se D. Dinis, «o rei lavrador», (1279-1325), que aqui residiu por diversas ocasiões, vindo a doar, em julho de 1300, à rainha Santa Isabel, a vila e o seu castelo.
É a D. Dinis, que se atribui a adaptação do castelo a palácio; a reconstrução da capela de Nossa Senhora da Pena, (dentro do castelo, e mandada erigir por D. João I, em puro estilo gótico), e o ínicio da construção da poderosa Torre de Menagem, pouco antes do seu falecimento.
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Ainda no interior do seu perímetro amuralhado, situa-se o Paço da Alcáçova, residência real ao tempo de D. João III, que aqui reuniu as cortes de 1254. O Paço tem diversas salas de concepção gótica e uma admirável galeria panorâmica com oito arcos ogivais, apoiados em capitéis duplos, de onde a vista sobre a cidade e o rio lis é soberba.
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Ao longo dos séculos, o castelo foi perdendo progressivamente o valor militar e durante as invasões francesas foi bastante danificado.
No final do Séc. XIX, por iniciativa da Liga dos Amigos do Castelo, o arquitécto suiço Ernesto Korrodi, elaborou estudos paro o projecto de restauro das ruínas, projecto que viria a ser interrompido, para em 1921 ser retomado, iniciando-se então o seu restauro até 1934, ano em que Korrodi deixaria de estar ligado ao projecto. As obras continuaram pela década de 30.
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O castelo de Leiria está classificado como Monumento Nacional, e recebe anualmente entre 60 a 70 mil visitantes.
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Texto e fotografia: Walter
Informações adicionais: Wikipédia
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