05/09/2009
23/08/2009
Castelo de Leiria - Portugal
Este é o castelo da minha cidade, e que hoje presto singela homenagem... lembrando-o através da sua rica história, talhada nas suas pedras, testemunhos vivos, que nos remetem aos primórdios da expansão do Reino.
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Ergue-se este belo e imponente castelo medieval, num morro a 113 m de altitude, dominando toda a cidade, que foi crescendo sobranceira a este, estendendo-se até às bucólicas margens do rio lis.
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Em 1135, D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, dá ínicio à edificação do seu castelo, sobre umas ruínas já existentes - fortaleza militar que tem como objectivo criar uma linha defensiva contra as investidas dos árabes. O rei, nas guerras que vái travando com a Galiza, fáz deslocar os exércitos do Condado Portucalense para o norte, oportunidade esta, aproveitada pelos árabes, para, por duas vezes, conseguirem apoderar-se da cidade.
Em 1142, depois de reconquistar defenitivamente Leiria, D. Afonso Henriques manda reforçar as defesas do castelo, e D. Sancho I, já por volta de 1195, manda erguer as muralhas da cidade, após vário ataques dos muçulmanos.
Outros monarcas dedicaram atenção a Leiria, destacando-se D. Dinis, «o rei lavrador», (1279-1325), que aqui residiu por diversas ocasiões, vindo a doar, em julho de 1300, à rainha Santa Isabel, a vila e o seu castelo.
É a D. Dinis, que se atribui a adaptação do castelo a palácio; a reconstrução da capela de Nossa Senhora da Pena, (dentro do castelo, e mandada erigir por D. João I, em puro estilo gótico), e o ínicio da construção da poderosa Torre de Menagem, pouco antes do seu falecimento.
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Ainda no interior do seu perímetro amuralhado, situa-se o Paço da Alcáçova, residência real ao tempo de D. João III, que aqui reuniu as cortes de 1254. O Paço tem diversas salas de concepção gótica e uma admirável galeria panorâmica com oito arcos ogivais, apoiados em capitéis duplos, de onde a vista sobre a cidade e o rio lis é soberba.
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Ao longo dos séculos, o castelo foi perdendo progressivamente o valor militar e durante as invasões francesas foi bastante danificado.
No final do Séc. XIX, por iniciativa da Liga dos Amigos do Castelo, o arquitécto suiço Ernesto Korrodi, elaborou estudos paro o projecto de restauro das ruínas, projecto que viria a ser interrompido, para em 1921 ser retomado, iniciando-se então o seu restauro até 1934, ano em que Korrodi deixaria de estar ligado ao projecto. As obras continuaram pela década de 30.
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O castelo de Leiria está classificado como Monumento Nacional, e recebe anualmente entre 60 a 70 mil visitantes.
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Texto e fotografia: Walter
Informações adicionais: Wikipédia
15/08/2009
Mosteiro dos Jerónimos - Lisboa (Belém) - Portugal
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O Mosteiro dos Jerónimos, é um monumento construído em estilo gótico, testemunho monumental da riqueza dos descobrimentos portugueses. Situa-se em Belém, Lisboa, à entrada do rio Tejo. Constitui o ponto mais alto da arquitéctura manuelina e o mais notável conjunto monástico do séc. XVI em Portugal, e uma das principais igrejas-salão da Europa.
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Destaca-se o seu cláustro, terminado em 1544, e a porta sul, de complexo desenho geométrico, virada para o rio Tejo. Os elementos decorativos são repletos de símbolos da arte da navegação e de esculturas de plantas e animais exóticos.
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O monumento é considerado património mundial pela Unesco, e foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal.
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Encomendado pelo rei D. Manuel I, pouco depois de Vasco da Gama ter regressado da sua viagem à Índia, foi financiado em grande parte pelos lucros do comércio de especiarias. Escolhido o local, junto ao rio em Santa Maria de Belém, em 1502 é iniciada a sua construção, tendo como arquitéctos e construtores, entre outros, Diogo Boitaca e João de Castilho. Deriva o nome de ter sido entregue á Ordem de São Jerónimo, nele estabelecida até 1834. Sobreviveu ao grande terramoto de 1755, mas não escapou às tropas francesasa invasoras enviadas por Napoleão de Bonaparte, que nele deixaram marcas de alguma destruição.
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Aqui estão sepultados os reis, D. Manuel I, D. João III, e respectivas esposas, D. Maria e D. Catarina, D. Sebastião e D. Henrique e ainda Vasco da Gama, Luis Vaz de Camões, Alexandre Herculano e Fernando Pessoa.
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Walter
Inform. adicionais: Wikipédia
31/07/2009
Porto Santo - A Ilha Dourada
Por duas vezes visitei a paradisíaca ilha de Porto Santo, poucos anos atrás... Situa-se esta em pleno oceano Atântico, fazendo parte do arquipélago da Madeira e a uma distância desta de 50klms a nordeste.
Com um comprimento apróximado de 11,5 klms por 6 de largura, tem uma população na ordem dos 5000 habitantes.
Esta foi a primeira de todas as illhas descoberta pelos navegadores portugueses. Aqui aportaram, em 1418, Bartolomeu Perestrelo, Gonçalo Zarco e Tristão Vaz.
A origem do nome de Porto Santo, diz-nos a História, que aqui terão encontrado "porto seguro", os navegadores que após violenta tempestade, os terá afastado da rota pretendida. Diz-nos a História também, que Porto Santo terá sido saqueado inúmeras vezes por pirátas e corsários, levando consigo tesouros e pratarias, indo mesmo a extremos, chegavam a incendiar os edifícios da ilha - situação penosa para os seus habitantes, que em pânico fugiam em debandada para o Pico do Castelo, um dos pontos mais elevados da ilha.
Na sua pequena capital - Vila Baleira, perto do porto de abrigo, tive a oportunidade de visitar a casa de Cristóvão Colombo, do séc. XV, onde o Descobridor terá vivido, depois de ter conhecido em 1478 o Governador Bartolomeu Perestrelo e que supostamente, Colombo terá contraído matrimónio com a sua filha Filipa Moniz em 1480.
Aqui em Porto Santo, Colombo, reforçou e aprofundou os seus conhecimentos náuticos e foi alicerçando outros projectos com vista à descoberta de "outros mundos". Do espólio da casa de Colombo, transformada em "casa museu", destacam-se antigos mapas da Madeira e da América, acompanhados por gravuras históricas, que representam visões românticas da chegada dos europeus às "distantes Indias". Possui ainda, uma vasta colecção de retratos de Colombo, datados entre os sécls. XVI a XX.
Também em Vila Baleira, é de conhecer a sua igreja matriz do séc. XV e o Forte de S. José do séc. XVIII.
Ao percorrer a distância que separa a cidade do Funchal da ilha de Porto Santo, num vôo que dura apróximadamente 15 minutos, tenho aí a primeira visão geral de toda a ilha - uma mancha de terra em tons castanhos e amarelos, que se eleva em cumes esbeltos e nus e que em suas bases se esbatem planícies levemente onduladas, emolduradas por um mar de um azul profundo, manchado de turquesa nas próximidades da costa.
Recordo que ao vislumbrar o perfil da ilha, através das janela do pequeno avião, ter sido acometido por imagens da Obra de Salvador Dali - paisagem surrealista, excêntrica, nua e agreste, vestida de tons dourados e inundada de claridade... percebi logo aí, porque lhe chamam a "Ilha Dourada".
Porto Santo possui uma extensa praia com cerca de 9 klms de areal, a quase totalidade do seu comprimento, virada a sul, já que a norte o recorte da costa é de corte abrupto. As qualidades terapêuticas das suas areias douradas e macias, na cura do reumatismo e outras doenças, já alcançaram fama internacional. A comprovar o facto estão os estudos efectuados pela Universidade de Aveiro.
Mas sem dúvida, que um dos muitos actráctivos da ilha passa também pelos muitos e variados percursos que se podem efectuar, utilizando as mais diferentes formas de locomoção e que aqui,
com facilidade se alugará qualquer tipo de veículo, incluindo os de (quatro pátas).
Começando pelo lado norte, destacam-se a zona da Fonte da Areia e a fabulosa panorâmica que se pode vislumbrar do alto dos seus picos, entre eles o da Atalaia e Facho. Imperdível também, a Ponta da Calheta e da Canaveira, o farol do Ilhéu de Cima, o miradouro da Portela, o Pico do Castelo, (onde se situa uma pequena fortaleza do séc. XVI), o Pico de Ana Ferreira, do qual se avista o Ilhéu de Fora, e os picos mais altos de Porto Santo: Ilhéu de Baixo (ou da Cal) e o Zimbralinho.
Devo dizer que para subir aos picos, o ideal será fazer os percursos a pé pelos trilhos assinalados, caso contrário, poderão ter de encostar a bicicleta, (como me aconteceu), isto se a resolverem alugar, assim como motorizadas, ou ainda passeios de jipe... Depois é arranjar pernas e ir à aventura... a recompensa final nos é dada, pela espéctacularidade das panorâmicas que se observam do alto dos seus cumes.
O lado sul é bem mais fácil de percorrer, neste caso de bicicleta, algumas subidas, mas à medida que nos vamos apróximando da praia, podemos fácilmente ir de uma ponta à outra sempre em estrada plana, absorvendo toda a beleza da ilha, ladeada a norte pelos seus picos esbeltos, e a sul,
por um mar sereno, repousante de um azul intenso, como poucos que vi até hoje.
Estive em praias do Brasil e Caraíbas (lindas de doer...), como falam nossos irmãos brasileiros, mas... defenitivamente, esta está no topo... este é o meu mar, a minha ilha paraíso, que sendo nua é ainda mais bela. Seus picos são como seios de sereia, despontando das águas do mar, desafiando os amantes da vida, da natureza, da arte, para a sua contemplação e inspiração.
Teria Dali passado por aqui? Eu passei duas vezes, e tál como diz o ditado: "não há duas sem três".
Texto e fotos: Walter
30/07/2009
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