29/07/2009

Cemitério maia - parque eco-arqueológico de Xcarét - México

Em publicação recente, fiz referência ao parque temático (eco-arqueológico), de Xcarét, situado no Estado de Quintana Roo, no México, o qual visitei em Fevereiro de 2008. E porque este é um parque que procura mostrar a cultura Mexicana desde o período pré-hispânico até aos dias de hoje, achei que seria interessante mostrar algumas imagens de uma das suas muitas atracções: o cemitério maia.
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Muitos acharão estranho, bizarro... o seu enquadramento no espaço em que está inserido, mas aqueles que o visitam, especialmente os mais atentos, verificarão que se trata de uma réplica, ou seja: todos os túmulos são cópias exactas de túmulos verdadeiros existentes em diversos cemitérios mexicanos, (ninguém está sepultado aqui).
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Este cemitério tem a particularidade de ter sido construido na forma de espiral em altura, (uma clara alusão à subida dos mortos ao reino dos céus).
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É absolutamente extraordinário, pelos pormenores das construcções tumulares, assim como o seu esfusiante colorido. Sem dúvida que a "cultura da morte" vivida pelo povo mexicano, estará muito para além da simples compreensão de outras culturas mais ocidentalizadas, como a europeia.
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Texto e fotos: Walter

Imagens do cemitério maia de xcarét

16/07/2009

Sintra - O Éden de Portugal

Algumas vezes visitei a bela e misteriosa vila de Sintra, mas não as suficientes para descobrir todos os encantos e magia deste "Éden português", porventura um dos lugares mais românticos e sedutores de toda a Europa - Sintra não se deixa desvendar naturalmente... ela encerra mistérios, incontáveis histórias palacianas... dissolvidas em suas brumas. Quisera eu, que o "próprio tempo", aos meus ouvidos revelasse, parte que fosse, dos seus segredos...
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Walter
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"Eis Sintra e o seu Éden resplandecente surgindo num labirinto multicolor de montes e vales. Ai de mim que não sei pintar nem descrever metade sequer das suas maravilhas, que aos meus olhos se deleitam..." - Assim descrevia, Lord Byron, escritor inglês, aquando da sua chegada em 1809, a esta idílica vila portuguesa, envolta por uma aura de mistério, seducção e romântismo. Sintra vive o seu auge em pleno séc. XIX, atraíndo burgueses, nobres, artistas, poetas e escritores. Lord Byron ou Eça de Queiróz, são apenas dois exemplos, dos muitos que a ela dedicaram devota paixão. Sintra impressiona e extasia, pelos seus exuberantes jardins, parques e matas naturais; pelos seus palácios - verdadeiros testemunhos da arquitectura romântica portuguesa, tendo nos palácios da Quinta da Regaleira e Monserrate, a sua melhor expressão... Contudo, é no Palácio da Pena ou Palácio Nacional da Pena, a cerca de 4,5 klms do centro da vila e a 500m de altitude, que Sintra guarda a sua jóia mais rara - ex-libris ímpar da arquitectura portuguesa do romântismo, que em sua construcção fantasiosa, mistura traços dos estilos manuelinos, góticos e mouriscos. Edificado a partir do ano de 1839, sobre as antigas ruínas do convento dos Jerónimos de Nossa Senhora da Pena, por D. Fernando II de Coburgo-Gotha, que o adquiriu com a intenção de o adaptar a palacete real, para residência de Verão. Esta tarefa, foi entregue ao Barão de Eschege, que claramente, se inspira nos palácios e castelos da Baviera. É considerado o primeiro palácio romântico de toda a Europa. -

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Sintra foi classificada como Património da Humanidade pela Unesco; o Palácio Nacional da Pena foi eleito em 7 de Julho de 2008 como uma das sete maravilhas de Portugal. -

- Texto e fotos: Walter (inf. adicionais: wikipédia/Ippar).

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- Nota: Não é meu propósito, descrever exaustivamente os aspectos históricos dos lugares que vou visitando, tão sómente quero deixar registadas emoções, sensações... aprisionadas "em pedaços de tempo"... deixando que as imagens falem mais do que as palavras. -

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Walter

Álbum fotográfico da Vila de Sintra (Portugal)