08/07/2009

Sesimbra - pitoresca Vila de pescadores do Distrito de Setúbal (Portugal)

Julho de 2009. Aqui estou eu... mais uma vez de volta a Sesimbra - terra de gente humilde e laboriosa que do mar retira o seu sustento, mas é no turismo, que essencialmente reside a sua economia local. Sesimbra respira tradição, história, cultura, património, gastronomia, beleza natural... É no seu povo, pleno de autenticidade, que ela revela o seu bém mais precioso. Venho com alguma regularidade - no Verão, por períodos mais longos, para retemperar forças e usufruir do melhor que esta terra tem para oferecer: Praia de águas calmas e transparentes; gastronomia rica e variada, onde o peixe fresco e saboroso, toma lugar de eleição; programação cultural variadíssima, com excelentes espectáculos de dança, teatro ou música, sendo as "Jornadas Medievais", que decorrem no castelo dos mouros, o seu maior e mais prestigiado, (em termos artisticos), eventos culturais da região; lazer e muita animação de rua, com espectáculos de cariz mais popular. Sesimbra, apesar de respirar pacatez, a maior parte do ano, não se esgota em actividades para captar a atenção dos seus visitantes apenas no verão...Vem-se a Sesimbra, para assistir ao já tradicional espectáculo pirotecnico sobre as águas da sua belíssima baía, dando dessa forma, as boas-vindas ao Ano-Novo... Vem-se a Sesimbra, para degustar a sua famosa caldeirada de peixe... Mas, é o seu famoso carnaval, fortemente marcado pelos ritmos do samba, que mais visitantes atrái - os muitos brasileiros que aqui habitam e trabalham, estão unidos aos locais, empenhando-se, num esforço mútuo, pleno de entusiasmo e alegria, na realização de um dos mais "brasileiros carnavais do país". Quer se goste ou não, a este tema voltarei, em uma outra publicação. Por tudo isto, e como diz um cartáz turistico, nas entradas da Vila: " Sesimbra, um mar de emoções... todo o ano." Eu partilho e assino em baixo.
Texto: Walter

- APONTAMENTOS HISTÓRICOS:
-1165- As tropas comandadas por D. Afonso Henriques conquistaram o castelo aos mouros.
-1236 - A povoação foi doada aos Cavaleiros da Ordem de Santiago, que intensificam os esforços de repovoamento.
-1323 - Elevada a Vila por D. Dinis, que reconfirma o foral atribuído em 1201, por D. Sancho I.
-Sécs XV e XVI - Sesimbra é um importante centro náutico e piscatório, que contribui decisivamente para o esforço das Descobertas.
-1516- D. Manuel, que chegou a residir na Vila, concede a Sesimbra novo foral.
Texto: José Jaime Costa / Câmaras Muncipais/ Costa Azul
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- SENHOR JESUS DAS CHAGAS (PADROEIRO DE SESIMBRA)
-Segundo reza a lenda, no séc. XVI, terá aparecido na praia, sobre um rochedo, a "Pedra Alta", uma imagem de Cristo Crucificado, que os pescadores devotamente levaram em procissão até à Igreja da Misericórdia, e a tomaram como seu santo padroeiro, nomeando-o de Senhor Jesus das Chagas. As celebrações em honra do padroeiro dos pescadores de Sesimbra têm lugar nos últimos dias de Abril e na primeira semana de Maio. É a festa principal da vila que se desdobra em novenas, sermões, pagamento de promessas e procissão, uma das maiores do sul do país, cujo percurso é semelhante ao que se fazia no séc. XVIII. Durante a procissão fazem-se quatro paragens: duas para abençoar a terra e duas para abençoar o mar, numa perspectiva de reconciliação entre pescadores e agricultores.
- Texto: José Jaime Costa/Câmaras Municipais/Costa Azul
- ALBUM FOTOGRÁFICO: Walter

Pôr do sol - Baía de Sesimbra

Pôr do sol - Baía de Sesimbra

Barcos - Porto de Sesimbra

Baía de Sesimbra

Típica rua em escadaria

Castelo dos mouros

Casa típica revestida a azulejo

Casario e castelo dos mouros

Vista da baía de Sesimbra a partir do Forte de Santiago

Pátio interior do Forte de Santiago

Rua decorada para as festas dos santos populares

Típica rua de Sesimbra

Velhos lobos-do-mar

Típica rua de Sesimbra

Típica rua de Sesimbra

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Grelhando o peixe

05/07/2009

Parque Arqueológico de Tulum - México ( Viagem em Fevereiro de 2008)

O dia que antecedeu o regresso a Portugal, eu , meu irmão e mais uns quantos companheiros de viagem, decidimos que era de aproveitar as poucas horas que ainda tinhamos disponiveis, e dessa forma, surgiu a ideia de visitar Tulum, local a cerca de trinta minutos de carro, do hotel onde estavamos instalados. Esta era uma visita que até então, não estava prevista. Por vezes, é saudável que o destino ou o acaso nos surpreenda, isto se for pela positiva. E foi.. Pedimos então dois táxis na recepção do hotel, ( o que é sempre mais seguro, por todas as razões e mais algumas ), e lá rumamos à descoberta de Tulum.- Ali chegados, apressámo-nos a adquirir os ingressos de entrada, uma vez que faltavam pouco mais de duas horas para o encerramento do Parque Arqueológico. Ao entrar-mos nas ruínas da cidade, ficamos estupfactos pela beleza do local: harmonia perfeita entre natureza e Património construido. Da sua história, crê-se que a cidade terá sido edificada no primeiro milénio da nossa Era, sob clara influência Tolteca. Esta bela cidade, encontra-se protegida por uma espessa muralha, que a isola do exterior, à excepção da zona escarpada, de onde se tem uma deslumbrante visão do mar das caraíbas, no seu tom azul-turquesa. Consta, que em 1518, uma expedição, comandada por Juan de Grijalva, terá avistado do mar, as Torres de Tulum, a " cidade do amanhecer ", a que os cronistas de várias expedições na época, compararam a Sevilha, tál era a sua beleza. De todas as cidades Maias, esta é a que apresenta melhor estado de conservação, aliada ao facto de também ser a única à beira-mar, daí a sua enorme importância como entreposto comercial. Os primeiros contactos do "homem branco", com os Maias da península do Yucatán, ocorreu em 1511, junto a Tulum. Nesta costa, são devolvidas ao mar, as pequenas tartarugas criadas em cativeiro no Parque Temático de Xcaret. É também local de desova das mesmas. Acabada a visita, e dando por bém empregue o pouco tempo disponível, era chegada a hora de regressar ao hotel. Mas, como nem tudo é perfeito, à saída do Parque, quis o destino reservar-nos um daqueles postais de férias, que qualquer turista, por mais emoções que goste, dispensa em absoluto: um grupo de mexicanos alcoolizados, degladiava-se numa luta sangrenta sem igual. Ficamos atónitos, paralisados... era um outro México, uma outra realidade. Havia que sair dali em segurança, dado que as pedras, ( quém sabe, roubadas às paredes de Tulum ), eram lançadas em todas as direcções por esta turma, que certamente não estavam nos seus melhores dias.
Preocupou-nos sobretudo, o facto de haver entre nós, uma criança muito pequena, filha de um casal de amigos, companheiros desta aventura, mas... saímos ilesos. Pouco depois, já estávamos juntos aos táxis, os mesmos que nos haviam trazido. Regressados ao hotel, felizes e contentes, não só, por não termos levado nehuma pedrada, mas principalmente, porque foram superadas as nossas expectativas: um lugar idílico, bafejado por uma natureza tipicamente caribenha de mãos dadas com a História...
Texto e fotos: Walter

04/07/2009

Chichén-Itza - México (Viagem em fevereiro de 2008)

Em fevereiro de 2008, tive a oportunidade de visitar aquela que foi a cidade, onde a antiga civilização maia, atingiu todo o seu esplendor, tanto em termos económicos como potiticos. Herança inestimável de uma das mais importantes civilizações do mundo antigo : CHICHÉN-ITZA, (cidade do bruxo da água) - Arrebatador e mágico, o lugar impressiona pela grandiosidade das suas contruções, como por exemplo: O campo de jogos, onde se disputava o jogo da pelota, que consistia em fazer passar uma bola muito pesada através de umas argolas de pedra, fixas na parede lateral do "estádio". A bola era lançada apenas com as ancas ou peito e os resultados do jogo quase sempre eram inusitados: os sacrifícios de sangue eram parte integrante do ritual.
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Interessante também, o edificío que se supõe ter sido um observatório astronómico, mas é sobretudo a Pirâmide de Kukulcán, também conhecida como "El Castillo", datada do séc. XII, que impressiona pela dimensão e pelo que representava como simbolo máximo de espiritualidade do povo maia. A sua forma pirâmidal, com os seus vários niveis, terraços , escadarias e um patamar superior terminado por um templo, reproduz matemáticamente o famoso calendário maia. Aqui se rendeu culto ao deus Kukulcán, (Serpente Emplumada), na língua maia. O alinhamento (preciso) da Pirâmide, permite observar um conjunto de fenómenos de luz e sombras nas esculturas das Serpentes Emplumadas, que guarnecem a escadaria norte. Elas parecem mover-se, aquando do surgimento dos equinócios da Primavera e Outono.

- Nesta magnifica cidade, viveram maias de todas as tribos, além de aztecas, toltecas e outras civilizações da América - Central.

- CHICHÉN-ITZA, foi declarada Património Mundial da Unesco em 1988 e é também uma das Nove Sete Maravilhas do Mundo desde 7 de Julho de 2008, em cerimónia realizada em Lisboa.

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Walter